Segundo projeções da PwC Global, 1,4 bilhão de pessoas usarão tecnologias de realidade aumentada e virtual até o fim de 2026. O número marca uma virada: a RA deixou de ser um recurso associado a filtros de redes sociais e passou a ser tratada como ferramenta essencial de negócio, especialmente em e-commerce, varejo e apresentação de imóveis.
O mercado de tecnologias imersivas em 2026 se divide entre duas abordagens complementares. A realidade virtual isola completamente o usuário do ambiente real, transportando-o para um espaço simulado através de headsets opacos. Já a realidade aumentada sobrepõe elementos digitais ao mundo real, sem removê-lo de vista, geralmente através da câmera do próprio smartphone.
Do varejo ao mercado imobiliário
Uma das áreas mais notáveis de adoção da realidade aumentada é o varejo, onde lojas físicas e digitais já oferecem experiências que permitem ao cliente visualizar como um produto ficaria em sua própria casa, apenas apontando a câmera do celular.
No mercado imobiliário, a lógica é semelhante: a realidade aumentada está redefinindo a forma como compradores visualizam imóveis, permitindo explorar propriedades de maneira interativa antes mesmo de agendar uma visita presencial, inclusive imóveis ainda na planta, mobiliados virtualmente.
"Quando o cliente já visualizou o espaço de forma imersiva, a visita presencial deixa de ser exploratória e passa a ser decisória."
O que vem a seguir
Grandes empresas de tecnologia têm investido para tornar essas ferramentas mais naturais e intuitivas, com interfaces mais simples, gráficos mais realistas e sensores mais precisos. A tendência apontada por especialistas do setor é a de equipamentos capazes de alternar entre realidade aumentada e virtual dentro do mesmo dispositivo, unificando o que hoje ainda são experiências separadas.
Esse conjunto de tecnologias, que envolve realidade virtual, aumentada e mista, é tratado pelo mercado como realidade estendida (XR), e é apontado como uma das bases da próxima geração de entretenimento, comércio e apresentação de negócios.
O que isso significa para negócios locais
Para negócios que dependem de mostrar um espaço físico (hotéis, imobiliárias, restaurantes, salões de eventos), a adoção em massa de AR/VR reduz a barreira de entrada do público a esse tipo de experiência. Não é mais preciso convencer o cliente a "tentar algo novo": ele já usa tecnologias imersivas no dia a dia, em outros contextos, e espera encontrar o mesmo nível de experiência ao pesquisar um negócio.
Isso torna o tour virtual, a porta de entrada mais acessível para experiências imersivas no Brasil, um investimento ainda mais estratégico: ele conecta o negócio a uma expectativa de consumo que já está consolidada, sem exigir que o cliente use um equipamento especial para se beneficiar da experiência.